quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Enxergando a Cristo em nossos semelhantes

Gilbert Chesterton acertou em cheio. “O cristianismo não foi experimentado e achado em falta”, escreveu ele. “Foi considerado difícil e, assim, abandonado sem experimentar”. Mahatma Gandhi disse certa vez: “Gosto do Cristo de vocês, mas não gosto dos cristãos de vocês”. Esta é a razão que apresentou: “Parecem-se tão pouco com o Cristo de vocês”.
A menos e até que tenhamos homens e mulheres que vivam pelo dinamismo interior do Espírito, tochas humanas acesas com o fogo do amor por Cristo, o cristianismo será uma antiguidade mofada do passado medieval.
Somente o Espírito Santo transmite o caráter dinâmico da vida moral e nutre disposição de aceitar tomar iniciativa. A lei externa gerou uma atitude de distanciamento. Realçando a mera e mínima realização do preceito, faz que os cristãos se acautelem de agitar as águas e assim fazer ondas. Apenas flutuam pela vida como um iceberg majestoso, sem jamais se arriscar. Um líder eclesiástico americano de destaque observou recentemente: “Outras pessoas, nem mesmo cristãs muitas vezes, estão proferindo os princípios sadios de Cristo na luta pela justiça racial mais fielmente que nós. São vistas como fanáticas... mas estão fazendo algo bem cristão... coisa que deveríamos fazer se enxergássemos Cristo em nosso semelhante”.
Que raça estranha de cristianismo a lei introduziu! Que pouca semelhança com o evangelho de Jesus Cristo.

Para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Romanos 15:6

Extraído do livro Meditações para Maltrapilhos, de Brennan Manning.

sábado, 27 de junho de 2009

De que você tem medo?

A pergunta que o evangelho da graça apresenta é apenas esta: quem o separará do amor de Cristo? De que você tem medo?

Você teme que sua fraqueza o separe do amor de Cristo? Impossível...

Teme que suas deficiências o separem do amor de Cristo? Impossível...

Casamento difícil, solidão, ansiedade quanto ao futuro dos filhos? Impossível.

Baixa auto-estima? Impossível.

Dificuldade econômica, ódio racial, crimes urbanos? Impossível.

Rejeição por parte de familiares e pessoas a quem amamos ou o sofrimento dessas pessoas? Impossível.

Perseguição pelas autoridades, encarceramento? Impossível.

O evangelho da graça declara alto e bom som: nada jamais poderá separá-lo do amor de Deus que se tornou visível em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Você precisa convencer-se disso, confiar nisso e jamais se esquecer de lembrar disso. Tudo o mais passará [...] A fé se transformará em visão, a esperança em posse, mas o amor de Jesus Cristo, mais forte que a morte, permanecerá para sempre.

Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Romanos 8, 35.

Extraído do livro Meditações para Maltrapilhos, de Brennan Manning.

domingo, 31 de maio de 2009

Amor incompreensível

Jesus vive para aqueles em que o amor já morreu, e morreu para que seus assassinos pudessem viver. Ele não se apega a nós porque mereçamos, nesse caso, Ele estaria arruinado, mas porque Ele não pode deixar de nos amar, incapaz que é do contrário. Ele é amor, por mais difícil que nos pareça (por que entre nós não damos nem recebemos amor dessa maneira) cremos que seu Pai é mais amoroso, mais perdoador, mais carinhoso que Abraão, Isaque ou Jacó jamais sonharam ser. Isso por causa da vida-morte-ressurreição do Carpinteiro-Messias.
O que isso afirma é que simplesmente o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo é gracioso. Seu amor é gratuito, de um modo que desafia nossa imaginação.
É por essa razão que podemos proclamar com certeza teológica no poder da Palavra: Deus ama você como você é e não como deveria ser! Você acredita nisso? Que Deus ama você além de mérito e demérito, além de fidelidade e infidelidade, que Ele o ama no sol da manhã e na chuva da noite, que o ama sem cautelas, pesar, limites, barreiras ou condições?

E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade.
Êxodo 34, 6.

Extraído do livro Meditações para Maltrapilhos, de Brennan Manning.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Perto do fim ou ainda no começo?

A alguns dias atrás, num sábado pela manhã, estava eu na sala de espera do cabeleireiro, aguardando minha vez de ser atendido. Quando fui abordado por um menino, devia ter uns11 ou 12 anos talvez, carregava em uma das mãos uma maleta e na outra um pequeno folheto, o qual me entregou, anunciando o assunto do mesmo: “Todo sofrimento acabará em breve”.
Bom, pela descrição acima você já deve ter percebido que se trata de um seguidor das Testemunhas de Jeová. Eu educadamente peguei o folheto, agradeci, e o menino seguiu seu caminho, sem muita conversa.
Obviamente, li o conteúdo do folheto, que resumidamente dizia que Deus criou o homem perfeito e o colocou num paraíso (Éden) e deu ao homem o livre arbítrio. Esse por sua vez, fazendo mau uso do livre arbítrio, se rebelou contra seu Criador e pecou. Deus então, devido ao pecado do homem, deixou de governar sobre a terra, deixando esse governo nas mãos do homem. Esse seria o motivo de tantas guerras, tragédias e tanta maldade em todos esses anos de história humana. Mas segundo eles, num futuro Jeová então tomaria de volta o Reino, destruindo todo o mal e transformando a terra num paraíso, onde todos viveriam em paz e tranqüilidade.
A primeira vista até parece bem elaborada e cheia de esperança essa tese, mas basta uma análise bíblica mais acurada para vermos que não passa de ilusão.

Vejamos o que diz o salmista Davi:
27 Lembrar-se-ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações.
28 Pois do SENHOR é o reino, é Ele quem governa as nações. (Salmos 22,27 a 28, grifos meus)
Deus reinará sim no futuro, assim como reinou no passado e reina no presente, o Senhor reina de eternidade a eternidade
.
Faltaria espaço para transcrever a quantidade de textos bíblicos que afirmam que Deus Reina e governa sobre toda a terra.
Veja o que Jesus afirmou:
Mateus 12:28 Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós (grifos meus)..
Esse e mais uma gama de versículos, declaram com clareza que o Reino de Deus já está entre nós.
Talvez você esteja indagando o porquê então de tanta maldade, injustiça, tantas tragédias que há no mundo. Seria essa a prova de que Deus não está no controle?
Na verdade, tudo isso é fruto sim do pecado e maldade do homem, mas isso não significa que Deus não esteja reinando, pois até mesmo sobre o mal Ele reina. Ele é soberano sobre tudo e todos, e toda maldade do homem será sim severamente punida, pois o Reino Deus consiste em justiça.
Essa tese de que o mundo só tende a piorar cada vez mais, que não tem mais jeito mesmo, que está tudo perdido, que só quando Cristo voltar que vai estabelecer o seu Reino de paz, além de não ter respaldo bíblico, nos coloca numa situação de comodismo e conformismo perante os problemas do mundo. Sim, pois o que nos resta a fazer é anunciar o fim do mundo e propor então uma forma de “escapismo”, seja ele na forma de um suposto arrebatamento secreto ou de um Reino terreno de paz e tranqüilidade como propõem os Testemunhas de Jeová.
O detalhe é que é muito fácil e muito cômodo pra nós, ficarmos anunciando o fim, esperando que Deus então tome o controle de tudo de uma forma repentina, sendo nós apenas meros espectadores e beneficiários de seu Reino.
Mas o que Deus tem pra nós vai muito além disso. Não somos apenas espectadores de seu Reino, muito pelo contrário, somos protagonistas, sendo Cristo então diretor desse longa metragem que terá um final fantasticamente feliz.
No capítulo 12 de I Coríntios, São Paulo nos diz que somos membros do corpo de Cristo, isto é, a igreja, sendo Cristo o cabeça. Ora, a cabeça não faz nada sozinha, ela apenas comanda os movimentos que o corpo deve executar. Nós somos a mão de Deus nesse mundo para ampararmos o necessitado, os pés de Deus para levar evangelho aos confins da terra, os olhos de Deus para chorar com os que choram, somos a boca de Deus para anunciarmos as boas novas do seu Reino.
Jesus disse em Mateus 5, 13 e 14, que nós somos o sal da terra e a luz do mundo. Para que serve o sal se não para dar sabor e conservar? Pra que serve a luz se não para iluminar e brilhar nas trevas?
Então me pergunto por que a maioria das igrejas vive declarando o fim aos quatro ventos? Porque ao invés cumprir seu papel de sal e conservar e dar sabor a esse mundo, em muitos púlpitos, livros e filmes o que vemos é uma escatologia escapista e egoísta, onde o que importa é que vamos morar no céu, e o mundo.... que se exploda (literalmente).
Bom, quero deixar claro nesse texto, antes que o leitor pense o contrário, que creio no retorno físico de Jesus à terra, para julgar os vivos e os mortos, em momento algum procurei lançar dúvidas a esse respeito. Mas se me perguntarem se creio que isso ocorrerá em breve, diria que não. Logicamente sei que Ele pode voltar a hora que bem entender, afinal Ele é soberano e só Ele mesmo sabe o dia e a hora.
Mas digo que acredito que ainda falta muito tempo para a volta de Cristo pelo fato de a igreja ainda não ter cumprido completamente seu papel na terra, ainda há muito a se mudar, muito a se aprender, muito a se fazer. A igreja tem que se despertar de seu estado de inércia e promover o Reino de Deus na terra. Mas primeiramente as igrejas tem que reconhecer o Reino de Deus e submeter ao senhorio de Cristo, digo isso, porque em muitas igrejas que se dizem cristãs, na verdade só o são na aparência, pois no fundo o “deus”a quem serve não é outro senão Mamom“*.
Não estamos perto do fim, e sim ainda no começo, ainda há muita estrada pela frente, o Senhor tem muito a fazer através de sua igreja, muitas nações ainda a se converter ao Senhorio e Reinado de Jesus Cristo.
Enquanto isso vamos arregaçar nossas mangas e botar a mão no arado, por que a seara é grande (Mateus 9,37). Trabalhando por justiça e paz, levando as boas novas do evangelho aos confins da terra.
Não creio que quando Jesus voltar encontrará um igreja fraca, indiferente, inativa e derrotada, mas sim uma igreja vitoriosa, que cumpriu o papel ao qual foi designada.
Sonho com o dia em que, já estando eu na sepultura (sim, creio que já terei morrido até isso acontecer), ao soar da trombeta, ouvirei a sua voz, e já ressurreto com corpo glorificado, encontrar meu Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo nos ares (I Ts 5,16-17), e gritar com voz de júbilo: CHRISTUS VICTOR**!!! REINA!!!

*Mamon: divindade que representa as riquezas.
** Cristo Vitorioso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

Lc 7,36-50

36

Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.

37

E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;

38

e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento.

O relato da pecadora que ungiu os pés de Jesus está registrado em todos os 4 evangelhos, mas vamos nos ater nesse pequeno artigo ao relatado no Evangelho Segundo São Lucas.

Apesar de ser um texto bastante conhecido, alguns pontos têm me chamado a atenção nesses últimos dias, os quais pretendo compartilhar com vocês.

A alguns versículos atrás, no mesmo capítulo, temos o relato da cura do servo do centurião, onde o mesmo manda dizer a Jesus que não se considera digno de receber Jesus em sua casa (Lc 7,6), agora vemos aqui um fariseu que convida Jesus para um jantar, se considerando então digno de receber o Mestre em seus aposentos.


A Bíblia de Estudo de Genebra traz o seguinte comentário em sua nota de rodapé:

Num jantar como este, a casa estava aberta e as pessoas podiam vir e observar. Uma mulher, pecadora (talvez uma prostituta) não teria sido bem vinda, ela precisou de coragem para vir.”


A Bíblia não traz muitos detalhes a respeito dessa mulher, se era realmente uma prostituta, apenas diz que era uma pecadora. Ora, se referir a alguém, homem ou mulher como pecador, pode ser considerado até um pleonasmo, visto que o único ser humano que pisou nessa terra que não merece esse título é apenas o próprio Jesus. O fato era que o fariseu se considerava bom o suficiente para receber o Mestre em sua casa, num jantar e ainda mostrar isso as pessoas que passavam por perto.

Então de repente aparece essa mulher, que sem dizer palavra alguma, apenas com lágrimas lavou os pés do Senhor e os enxugou com os próprios cabelos, além de derramar sobre seus pés um perfume caro. Suas lágrimas demonstraram profundo arrependimento e profundo amor pelo Mestre, ela não chegou querendo justificar seus pecados, querendo se explicar, apenas se humilhou diante de Jesus, adorando-O. Nem Jesus exigiu dela que fizesse uma lista de todos os seus pecados um a um, não foi preciso palavra alguma, suas atitudes e seu coração já demonstraram seu arrependimento. Ele apenas perdoou os pecados dela a despediu em paz.

39

Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora.


Vemos aqui profunda hipocrisia e discriminação por parte do fariseu, que esperava que Jesus repreendesse a mulher e a expulsasse visto que era uma pecadora, rejeitada e condenada pela sociedade. Mas Jesus, conhecendo os pensamentos do mesmo, lhe responde citando uma pequena parábola:

41

Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta.

42

Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?

43

Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem.


Em Romanos 5,20 lemos que onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus, versículo que se encaixa perfeitamente no que estamos estudando nesse artigo. Realmente essa mulher era pecadora, e em momento algum negou isso, mas se arrependeu e chorou amargamente se lançando aos pés de Jesus, que por sua vez perdoou a todos os seus pecados, por causa da sua fé (v 50).

44

E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.

45

Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés.

46

Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés.


Através desses versos vemos que a intenção do fariseu em levar Jesus a sua casa era simplesmente de mostrar as pessoas que recebia alguém importante em sua casa, visto que a casa ficava aberta durante o jantar. Não se importou verdadeiramente em servir a Jesus com amor, através de gestos simples como lavar os pés e beijar-lhe a face. O ato de lavar os pés era um costume ao receber visitantes, um modo hospitaleiro de servi-los, como lemos em I Timóteo 5,10.

O ósculo (beijo) também era um cumprimento muito comum entre os judeus. Mas Simão, o fariseu, não realizou as mínimas honrarias a um visitante tão importante como Jesus, por outro lado, a mulher fez muito mais do que o necessário.

Quantas vezes nós agimos como o fariseu, querendo apenas demonstrar aos outros que temos Jesus? Vivendo uma religiosidade muitas vezes só de aparência, não se importando em nos humilhar diante dEle, confessando nossa situação pecaminosa, derramando lágrimas de verdadeiro arrependimento, adorando-O com coração sincero, lavando os seus pés. Algumas vezes nos achando melhores ou mais santos do que outras pessoas, agindo de forma preconceituosa, até mesmo evitando se aproximar ou deixar aproximar-se de pessoas que, como aquele fariseu julgamos ser “pecadoras”.

Na igreja cantamos, louvamos, choramos, contribuímos, mas muitas vezes, na verdade é apenas de fachada, pois no nosso íntimo estamos distantes de uma genuína comunhão com o Pai.

Sejamos como aquela mulher, achegamo-nos diante dEle humildemente, Ele conhece o nosso coração, muito mais do que nós mesmos, confessemos nossas falhas, não há nada que podemos esconder dos seus olhos. Confiando que Ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça (I João 1,9).

Se não tivermos forças, pedimos ao seu Santo Espírito, pois é a bondade do Senhor que nos conduz ao arrependimento (Romanos 2,4).

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Os Dons do Espírito Santo

Os Dons do Espírito Santo

Para entendermos o propósito dos dons espirituais, primeiramente vamos fazer um paralelo entre os textos de Romanos 12, 3-10, Efésios 4, 7-16 e os capítulos 12 a 14 de I Coríntios. Todos esses textos tratam a respeito de dons espirituais e tem algo muito comum entre eles, ambos fazem analogia à Igreja como corpo de Cristo, e traz o amor como fundamental para o exercício correto dos dons. Compare:
Rm 12, 4-5: Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros tem a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.
Rm 12, 9-10: O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Ef 4, 12: Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.
Ef 4,15, 16: Mas,seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxilio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
I Cor 12, 12-13: Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado de beber de um só Espírito.
I Cor 13, 1: Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
A semelhança que há entre esses textos não é mera coincidência, mas serve de base concreta para sabermos o propósito pelo qual os dons são concedidos.
Observe que em cada um dos textos o apóstolo Paulo cita tipos diferentes de dons espirituais, isso nos leva a crer que São Paulo não estava fornecendo uma lista completa e exclusiva dos dons, mas demonstrando que existem diversos, e que devem ser exercidos em função da edificação do corpo de Cristo, isto é, sua Igreja, e o amor uns para com os outros deve ser o foco no exercício dos dons.

Sobre o Dom de Línguas

Com o surgimento e o crescimento do movimento pentecostal e carismático, o dom de línguas tem sido tomado como a única e principal evidência de que o crente recebeu o Batismo no Espírito Santo. Nos anos que pertenci a uma denominação pentecostal, o dom de línguas era tido quase que como uma obrigação, as pessoas buscavam desesperadamente alcançar esse estágio, e não poucas ficavam frustradas por não receberem o tão almejado “falar em línguas estranhas”.
Assim que conheci e comecei a estudar a teologia reformada, passei a ver as coisas de um outro ângulo, sem os “óculos pentecostais”, ou seja, comecei a estudar a Bíblia buscando compreender o que realmente ela diz, ao invés de tentar compreender o que queria que ela dissesse. Partindo desse princípio, vamos analisar o que a Palavra de Deus diz em respeito ao dom de línguas.
Como está bem evidente no texto de Atos capítulo 2, as línguas faladas pelos discípulos eram na verdade outros idiomas, eram línguas humanas, tanto que haviam em Jerusalém na ocasião, judeus de várias as nações que ficaram perplexos em ouvirem homens galileus, falar das grandezas de Deus na língua materna deles, sem nunca terem aprendido tais idiomas. Está bem claro que não era uma fala extática, sem sentido, como se vê hoje em dia.
Para justificar sua algaravia extática os pentecostais alegam que o que falam é a língua dos anjos, usando para isso o capítulo 13 de I Coríntios. Ora, basta analisarmos o texto com um pouco mais de atenção, que veremos que Paulo não estava querendo afirmar que existia a tal “língua dos anjos”, e sim usar de forma hiperbólica, para dizer que nada tem valor se não tiver amor. Observe que ele diz “ainda que eu fale”, não sendo então uma afirmação, e sim uma suposição. A hipérbole fica bem clara no final do versículo 3, onde o apóstolo diz que “ainda que eu entregue meu corpo para ser queimado”, logicamente Paulo está usando de exageros propositais para demonstrar que o melhor caminho é o amor. Para completar a questão das línguas dos anjos, vemos nas escrituras que sempre que houve a comunicação de anjos com humanos, eles falaram no idioma que o ouvinte entendesse, como por exemplo, o anjo que falou com Maria, com José, com Abraão, entre outros.

As línguas na Igreja de Corinto

É importante salientar que após os acontecimentos de Atos dos Apóstolos, o dom de línguas só volta a ser mencionado na primeira carta de São Paulo aos coríntios, note que nem em Efésios 4 e nem Romanos 12 esse dom é citado, não vemos também os apóstolos manifestarem ou incentivarem a busca por falar em línguas em outros livros do Novo Testamento.
Em I Coríntios, Paulo dedica três capítulos para tratar a respeito dos dons espirituais, isso porque a igreja de Corinto estava buscando e utilizando os dons de forma errada e o apóstolo começa então, instruído pelo Espírito Santo a corrigir esses erros. Veja que logo no início do capítulo 12, onde ele começa a falar acerca dos dons, ele diz: “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmão, que sejais ignorantes. (grifo meu)”.
Não era somente em relação aos dons que a igreja de Corinto estava desordenada, haviam mais uma série de problemas que o apóstolo Paulo teve corrigir nessa igreja, vejamos alguns exemplos: contendas, divisões, criancices espirituais, carnalidade (3,1-5); imoralidade a ponto de haver quem abusasse da mulher de seu próprio pai (5,1-2); litígio entre os irmãos (6,1); desordem na celebração da ceia, onde muitos comiam de mais se embriagavam com vinho, enquanto outros que chegavam depois ficam sem ter o que comer e beber (11, 17-22); haviam alguns que afirmavam que não havia ressurreição (15, 12), possivelmente havia também em coríntios pessoas que se batizavam pelos mortos (15,29).
Fica claro nos exemplos acima que realmente Paulo estava tratando com uma igreja estritamente problemática e imatura.
Apesar de muitos tratarem de forma individual, os capítulos 12 a 14 tratam de um mesmo tema, ou seja, a utilização correta dos dons espirituais. Observe que em 12,7 Paulo afirma que a manifestação do Espírito é concedida a cada um para o que for útil, ou seja, os dons eram distribuídos com um fim específico e eram concedidos a cada um conforme a vontade do Espírito (12,11). Nos versículos seguintes Paulo compara a igreja com um corpo e os crentes como membros, sendo que cada um tem função diferente, mas necessitam uns dos outros, ou seja, o dom que eu não tenho, o meu irmão pode ter, e o que eu tenho, talvez ele não tenha, isso para que precisemos uns dos outros. Nenhum crente tem em si mesmo todos os dons do Espírito, mas a Igreja como um todo tem a plenitude do Espírito, isso porque Deus age de maneira diferente em cada um de nós, distribuindo seus dons conforme lhe apraz, para a edificação do seu corpo.

O melhor caminho é o Amor

No final do capítulo 12, no versículo 31, São Paulo incentiva os crentes de Corinto a procurar os melhores dons, mostrando um caminho muito mais excelente, esse caminho é o amor.
O capítulo 13 de I Coríntios é um dos textos mais conhecidos de toda a Bíblia, tendo sido até usado numa música de Renato Russo, chamada Monte Castelo, isso devido à ênfase dá ao amor e sua linguagem hiperbólica e poética. Ora, o amor deve ser o motivo pelo qual ansiamos dons espirituais, até porque sem amor mesmo que tivéssemos todos os dons, não valeria de nada.
Se tivermos o amor como fundamento para a busca dos dons, não corremos o risco de nos tornarmos orgulhosos por termos este ou aquele dom, porque “o amor não se ensoberbece” (verso 4). Através do amor aprendemos a utilizar os dons em favor do próximo, ao invés de usar em favor de nós mesmos, porque o amor “não procura os seus interesses” (verso 5). Os dons são passageiros, mas o amor é eterno.
No versículo 8, Paulo afirma que profecias, línguas e ciência passariam, porque eles conheciam e profetizavam apenas em parte (verso 9), isto porque a revelação ainda não estava completa, era um período onde Deus ainda estava revelando sua Palavra aos homens, observe no versículo 10, onde ele diz que quando vier o que é perfeito, o que é em parte será aniquilado. Alguns afirmam que quando ele cita o que é perfeito, está se referindo à volta de Cristo, mas creio que Paulo está se referindo a revelação completa, que é a Palavra de Deus, perfeita e eficaz.

Alguns comentários sobre I Coríntios 14

No início do capítulo 14, Paulo volta a falar do amor e a incentivar os corintios a buscar com zelo os dons espirituais, dando maior ênfase então a dons que venham a edificar a igreja, como no caso do dom de profetizar.
Observe o versículo 4: “o que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja”. Muitos tem usado desse versículo para justificar o falar em línguas atualmente, afirmando que o dom de língua serve para a própria edificação, o que esquecem é que os dons são concedidos para edificação da igreja (verso 12), e não de si mesmo. Tanto que várias vezes o apóstolo fala que se for para falar em línguas tem que haver quem interprete, para a igreja receber a edificação, caso contrário deverá ficar calado (vide versículos 5, 13, 27).
Se formos analisar versículo a versículo de I Corintios 14, iríamos nos estender muito, por isso vamos analisá-lo como um todo.
Fica bem evidente em todo o capítulo que o apóstolo Paulo está ensinando que devemos procurar falar na igreja em língua que todos entendam para que sejam todos edificados, ele mesmo diz que prefere falar cinco palavras no seu idioma do que dez mil em outra língua (verso 19), por isso dá tanta ênfase ao dom de profecia, que hoje significa tão somente anunciar a profecia já escrita na bíblia, pois a revelação está fechada e não podemos ter outro fundamento além das Sagradas Escrituras.
A partir do versículo 26, Paulo começa a tratar a respeito da ordem no culto, nos versículos 27 e 28 ele estabelece regras para o uso do dom de línguas, que sejam dois ou três no máximo, e um por vês, havendo quem interprete, se não tiver quem interprete deverão ficar calados na igreja. Veja bem, é totalmente ao contrario do que se vê hoje em dia, varias pessoas falando em línguas estranhas ao mesmo tempo, sem nenhuma compreensão do que se está sendo falado.
Para encerrar, no versículo 39 ele novamente incentiva a buscar com zelo o dom de profetizar, e diz para não proibir falar línguas (lembre-se que para falar em línguas teria que ser um por vez e com interpretação), mas tudo tem que ser feito dom decência e ordem (verso 40, grifos meus).

Considerações finais

Infelizmente nos últimos tempos o ensino correto das escrituras tem sido deixado para trás em muitas igrejas, dando lugar a buscas pelo espetacular, pelo sobrenatural, a partir daí tem surgido cada vez mais ensinamentos e doutrinas baseados em sonhos, visões, revelações, etc. Precisamos voltar a viver e ter nossa vida e nossa doutrina firmadas tão somente nas Escrituras, pois tudo que precisamos saber Deus revelou ali, não há nada a acrescentar.
O objetivo desse estudo não é criticar movimento a ou b, mas tão somente mostrar o que a Palavra de Deus ensina, de forma zelosa e criteriosa, e principalmente em amor.
“Ora, irmãos, apliquei estas coisas figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós, para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro.” (grifo meu). I Coríntios 4,6.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O Batismo no Espírito Santo

O Batismo no Espírito Santo

I Cor. 12,13 Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito (grifos meus).

A maioria das igrejas de nossos dias tem considerado e dado forte ênfase ao dom de línguas como sinal do Batismo no Espírito Santo, onde muitas vezes aquele que “fala em línguas” é tido como mais espiritual do que os que não falam, e muitos cristãos muitas vezes acabam ficando frustrados por não conseguirem atingir esse “estágio mais elevado” de espiritualidade. Eu mesmo já presenciei nos anos que pertenci a uma denominação pentecostal, pessoas tristes por não falarem línguas estranhas, até porque havia uma grande pressão por partes dos líderes para que todos falassem em línguas.
Bom, analisando a Palavra de Deus com um pouco mais de atenção, veremos que isso é um grande equívoco, pois conforme lemos no versículo acima, todo o que pertence ao corpo de Cristo, isto é, sua Igreja, é batizado no Espírito Santo, e isso não tem nada haver com balbuciar palavras ininteligíveis.
Dizer que um cristão não é batizado no Espírito Santo, é o mesmo que dizer que ele não nasceu de novo e não faz parte da família de Deus.
Sem o Espírito de Deus não há cristianismo, não há novo nascimento, é Ele que opera em nós o querer e o realizar, que nos transforma de filhos das trevas em filhos de Deus. O Espírito é derramado sobre nós para nos regenerar, como veremos a seguir:
Tito 3, 4 – 6 Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os homens, 5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo, 6 que ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador. (Grifos meus).
Através desses textos podemos compreender que o início da vida cristã se dá através do Batismo no Espírito Santo, que nos regenera e nos torna parte do corpo do
Senhor Jesus na terra, sendo o batismo nas águas então um sinal exterior de uma graça interior, que é o batismo no, ou com o Espírito Santo.
Talvez muitos tenham se perguntado no decorrer desse estudo: “e a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes?”, e o “dom de falar línguas estranhas, onde entra nessa história?”. Para entendermos isso, precisamos compreender o que realmente aconteceu no dia de Pentecostes, vejamos:
Conforme lemos em Levítico 23, 16, o Pentecostes (que significa literalmente, qüinquagésimo dia) era uma festa judaica, que era realizada 50 dias após o sábado da semana da Páscoa, como agradecimentos as colheitas. Esta festa ocorria anualmente no templo em Jerusalém, onde judeus de varias nações iam a Jerusalém comemorar, por essa razão haviam pessoas de varias nações que ouviram os discípulos falarem das maravilhas de Deus na sua própria língua, conforme lemos no texto:
Atos 2, 1-11 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. 4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. 5 Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. 6 Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando? 8 Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos? 9 Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, 10 a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, 11 cretenses e árabes - ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.
Como está bem claro nesses versículos, as línguas faladas pelos discípulos no dia de Pentecostes não eram línguas estranhas nem fala extática, e sim línguas conhecidas de muitos povos: árabes, gregos, egípcios, romanos, etc, mas desconhecida para os que falavam, ou seja, através do Espírito Santo, os discípulos falaram em outros idiomas sem nunca os terem aprendido. Não tem absolutamente nada haver com o que ocorre nas igrejas pentecostais e carismáticas, ou por acaso você já viu alguém em alguma igreja falar em japonês, árabe, russo, etc (sem ter aprendido anteriormente a referida língua), e algum estrangeiro de um desses países entenderem em sua própria língua o que está sendo falado?
Sempre que houve a manifestação do Espírito através da concessão de outras línguas, houve um propósito específico de Deus, como tudo que Ele faz tem seu determinado propósito. Deus estava ali mostrando que agora todas as nações estavam incluídas na nova aliança, não sendo mais o pacto exclusivo ao povo judeu. Pedro afirma no versículo 16, que ocorreu ali o cumprimento de Joel 2, 28-32. Ora, se já se cumpriu, não precisa se cumprir novamente.
Analisaremos então mais alguns textos:
Atos 10, 44 - 47 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; 46 porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47 Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? (grifos meus).
Primeiramente observe que Pedro afirma no versículo 47, que os gentios receberam o Espírito Santo como eles haviam recebido isso nos leva a crer que as línguas manifestas aqui também eram idiomas humanos, mas desconhecidos pra eles. Mas o propósito principal desse derramar do Espírito, era para mostrar aos Apóstolos que os gentios estavam também incluídos na nova aliança, isso porque havia uma grande dificuldade e até mesmo preconceito em os judeus convertidos aceitarem pessoas de outras nações na igreja, então Deus derrama do seu Espírito como sinal para os apóstolos.

Atos 19, 1 – 6 Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, 2 perguntou-lhes: Recebestes, porventura o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. 3 Então, Paulo perguntou: Em que pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. 4 Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber em Jesus. 5 Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. 6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam.
Nesse caso Paulo encontra alguns discípulos de João Batista, que ainda nem sabiam a respeito do Espírito Santo, pois só haviam recebido o batismo de João que ainda era o batismo da velha aliança, por isso Paulo os batiza novamente, dessa vez com o batismo em nome de Jesus, e lhes impõe as mãos para que recebam o Espírito Santo, que foi derramado aqui através de outras línguas e profecias. Apesar de esse texto não dar detalhes sobre as línguas faladas por eles, devido aos textos dos capítulos 2 e 10 de Atos, podemos subentender que também seriam línguas humanas desconhecidas pra eles.
Podemos concluir então que todo o cristão faz parte do Corpo de Cristo, e isso só é possível mediante o Batismo no Espírito Santo, independentemente do dom que venham a exercer. Todo cristão verdadeiramente regenerado é batizado no Espírito Santo, o que é evidenciado através de uma vida piedosa, comprometida com Deus e com seu Reino, e principalmente procura viver o amor de Cristo, vivendo em santidade e amando ao seu próximo, e não em um balbuciar de palavras sem sentido.